Sobre o projeto

O PcD na Escola nasceu para tornar o ensino de ciências exatas e tecnológicas acessível a pessoas com deficiência. Aqui você encontra textos, cursos e ferramentas pensados para necessidades educacionais específicas.

Ilustração: um livro aberto, com uma fórmula matemática em uma página e pontos de braille na outra. Do canto do livro saem ondas de som em direção a um fone de ouvido. Ilustração: um livro aberto, com uma fórmula matemática em uma página e pontos de braille na outra. Do canto do livro saem ondas de som em direção a um fone de ouvido.

Como o projeto nasceu

2020: as aulas remotas e as exatas sem acessibilidade

O PcD na Escola começou antes de ter nome e antes de ter site, em 2020. Com a pandemia, as aulas passaram a ser remotas, e a acessibilidade não acompanhou a mudança.

Muita gente com deficiência largou os cursos nessa época por questões de acessibilidade, com impactos emocionais e na saúde mental. Dessa realidade, vivida também pela criadora do projeto, saiu o primeiro texto do PcD na Escola, escrito antes mesmo de o site existir: o texto sobre deficiência feito por pessoa com deficiência.

Ilustração: um notebook em uma aula por vídeo. Na tela, um quadro com uma fórmula e setas apontando para lados diferentes, ao lado de duas pessoas na chamada. Um balão de fala tem dois pontos de interrogação. Ilustração: um notebook em uma aula por vídeo. Na tela, um quadro com uma fórmula e setas apontando para lados diferentes, ao lado de duas pessoas na chamada. Um balão de fala tem dois pontos de interrogação.

Uma dificuldade que se repetia

Em conversas com muitas pessoas cegas e com baixa visão, de origens e formações diferentes, a mesma história aparecia: a dificuldade com matemática, física, química e programação começou cedo, ainda na escola, por falta de materiais adaptados.

Muita gente cresceu achando que não se esforçava o suficiente, ou que essas disciplinas não eram para ela. O problema não era esforço. Era a falta de materiais adaptados e de metodologias de ensino inclusivas.

Ilustração: quatro balões de conversa ligados por linhas pontilhadas, com os símbolos da matemática (uma raiz quadrada), da física (um átomo), da química (um frasco de laboratório) e da programação (os sinais de código). Ilustração: quatro balões de conversa ligados por linhas pontilhadas, com os símbolos da matemática (uma raiz quadrada), da física (um átomo), da química (um frasco de laboratório) e da programação (os sinais de código).

A ideia: um lugar com as exatas já adaptadas

Daí veio a pergunta que deu origem ao projeto: e se existisse um lugar com materiais de ciências exatas e tecnológicas já adaptados? A ideia era reunir, em um só lugar:

  • Para profissionais de acessibilidade: a maneira apropriada de adaptar símbolos, fórmulas e gráficos, sem depender só da "boa vontade" de cada docente.
  • Para quem adapta materiais: modelos que sirvam de referência.
  • Para pessoas com deficiência: materiais prontos para estudar com autonomia, sem passar pelo processo burocrático de pedir cada adaptação.
  • Para quem enfrenta as mesmas barreiras: as ferramentas criadas para estudar, compartilhadas.

O PcD na Escola nasceu para ser esse lugar.

Ilustração: uma escola desenhada em traço, de porta aberta e com uma rampa de acesso. Nas janelas, uma raiz quadrada e um átomo; entre elas, os sinais de código; no alto, pontos de braille. Ilustração: uma escola desenhada em traço, de porta aberta e com uma rampa de acesso. Nas janelas, uma raiz quadrada e um átomo; entre elas, os sinais de código; no alto, pontos de braille.

De def.ciência a PcD na Escola

O projeto já teve outros nomes: foi def.ciência e foi deficiencia.org. Em 2022, ganhou o nome de hoje, PcD na Escola, escolhido por ser em português, fácil de entender e fácil de lembrar.

Do primeiro texto às ferramentas

O primeiro artigo saiu em maio de 2025, e o site ganhou a primeira versão em junho. Desde então, o projeto cresceu assim:

2025

  1. , Artigo

    Deficiência: História, Conceito na LBI e Modelos

    O primeiro texto do projeto. Hoje ele abre a série Deficiência, Palavra por Palavra.

  2. , Curso

    Configurações do Windows 10 para Pessoas com Baixa Visão

    O primeiro curso em vídeo: lupa, alto contraste e personalização do mouse.

    Quadro da primeira aula do curso: a tela Cores das configurações do Windows 10, com fundo escuro e a grade de cores de destaque.
  3. , Série

    Computação para Iniciantes

    Computação do zero, sem pressupor que a pessoa tenha nenhum conhecimento prévio.

  4. , Série

    Introdução à Programação

    Programar do zero em Ruby, com teoria e prática juntas.

  5. , Ferramenta

    Tabela Periódica Acessível

    A primeira ferramenta do projeto, para facilitar o aprendizado de química.

    Três fichas da Tabela Periódica Acessível, com o símbolo e o nome do elemento, o período e a coluna: tântalo, berílio e lantânio.
  6. , Vídeo

    Vídeo de apresentação do projeto

    O PcD na Escola apresentado em vídeo, na página inicial.

  7. , Curso

    Configurações do Windows 11 para Pessoas com Baixa Visão

    Os novos menus, temas e recursos de acessibilidade do Windows 11.

2026

  1. , Ferramenta

    Fala Fórmula

    Converte expressões matemáticas em LaTeX para texto acessível em português.

    A bancada da Fala Fórmula: à esquerda, o campo com a fórmula de Bhaskara escrita em LaTeX; à direita, a mesma fórmula por extenso, como é lida em voz alta.
  2. , Série

    LaTeX

    Do zero ao documento pronto, para quem escreve e lê matemática com leitor de telas.

  3. , Série

    IA na Prática

    Inteligência artificial no trabalho de dev e QA, sem cair no hype.

O mesmo conteúdo em vários formatos

A ideia é a transversalidade (o mesmo conteúdo em formatos diferentes, para complementar o aprendizado):

  • Vídeos com audiodescrição
  • Transcrições dos vídeos
  • Artigos em texto acessível
  • Imagens com descrição
  • Exemplos de código acessível
  • Exercícios práticos

As imagens não ficam de fora: elas ajudam pessoas com outras deficiências ou necessidades educacionais específicas, como dislexia e TDAH. Por isso, vêm acompanhadas de descrições que o leitor de telas lê, para quem não consegue ver. Assim, o projeto olha para a acessibilidade além da deficiência visual.

Ilustração: cinco cartões com os formatos do conteúdo: um vídeo com o botão de reproduzir, uma página de texto, uma imagem com um balão de descrição, os sinais de código e uma lista de exercícios marcada. Ilustração: cinco cartões com os formatos do conteúdo: um vídeo com o botão de reproduzir, uma página de texto, uma imagem com um balão de descrição, os sinais de código e uma lista de exercícios marcada.

Quem cuida do projeto

O PcD na Escola é um projeto solo: foi criado e é mantido por Louise Suelen, engenheira de software e pessoa cega. Foi feito do jeito mais simples e barato possível.

Por ser feito por uma pessoa só, o projeto ainda não tem recursos para intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Por isso, o site usa o VLibras, tradutor gratuito e de código aberto, e as aulas dos cursos têm legendas.

Ilustração: uma mesa de trabalho com um notebook aberto, uma linha braille (o aparelho que mostra em braille o texto da tela) na frente do teclado, um fone de ouvido e uma caneca com vapor. Ilustração: uma mesa de trabalho com um notebook aberto, uma linha braille (o aparelho que mostra em braille o texto da tela) na frente do teclado, um fone de ouvido e uma caneca com vapor.

Por que existimos

Pessoas com deficiência enfrentam diversas barreiras no ambiente educacional, desde a falta de acessibilidade física até a ausência de materiais didáticos adaptados. Muitas escolas e universidades ainda não estão preparadas para oferecer um ambiente verdadeiramente inclusivo, e a falta de capacitação dos profissionais da educação e a escassez de recursos tecnológicos assistivos também são obstáculos que precisam ser superados.

Queremos facilitar o acesso ao conhecimento e à tecnologia, independentemente das necessidades educacionais específicas de quem deseja aprender, e ser um lugar excelente para compartilhar conteúdo sobre educação, tecnologia e acessibilidade, ajudando na formação crítica de pessoas com deficiência.

Para quem escrevemos

Interior e cidades pequenas
É difícil acessar informações especializadas longe dos grandes centros. Levamos o conteúdo até você.
Comunidade e familiares
O capacitismo acontece em todos os lugares e combatê-lo precisa de união e informação de qualidade.
Escolas e educadores
Para colaborar diretamente com a comunidade escolar na construção de ambientes mais inclusivos.

No que acreditamos

Humanidade
Tratamos a pessoa com deficiência como pessoa. Sem a visão de "coitadinha" nem a exigência de superação heroica. Apenas gente.
Respeito
Respeitamos a pluralidade e os valores do Estado Democrático de Direito ao falar sobre deficiência, incluindo a laicidade e a diversidade de visões.
Combate
Combatemos o preconceito, inclusive o que acontece entre as próprias comunidades de pessoas com deficiência. Não existe ranking de deficiências.

O projeto hoje

São 40 artigos em 10 temas, 2 cursos em vídeo e 2 ferramentas acessíveis, tudo gratuito e sem cadastro.